Podemos vender o Vaticano e alimentar o Mundo?

vaticano-vender A internet tem se provado um grande campo para a proliferação de todo tipo de assunto, debates e até piadas. Misturam-se temas sérios e brincadeiras – e uma mente pouco avisada pode acabar se confundindo de fato. O vídeo do momento é de uma americana chamada Sarah Silverman – que para mim parece uma comediante – e seu vídeo chama-se “Venda o Vaticano, alimente o mundo”. O que pode parecer uma excelente idéia, se não fosse idiota.

Nossa protagonista propõe uma coisa simples: vender o Vaticano por uma módica quantia de 500 bilhões de dólares (“o dólar é moeda falsa – americano já nem segura as calças”, como diria Tom Zé, mas…) e usar o dinheiro para construir casas e dar comida para os famintos. (veja o vídeo legendado abaixo)

Hoje o mundo conta, segundo informações das Nações Unidas por pesquisa realizada por sua agência FAO, com mais de 1 Bilhão de pessoas passando fome (ver notícia). Um número recorde e que só tende a crescer cada vez que avança mais a desigualdade social e o desinteresse das nações. O real problema da fome é a total falta de distribuição de renda (chamada de concentração de riquezas) e e má distribuição da produção.

É. Não basta vender o Vaticano. Se dividirmos 500 bilhões para 1 bilhão de pessoas, daria uma pequena fatia de 500 dólares para cada faminto gastar com o que quiser, mas resolveria o problema? Então vamos vender o Museu do Louvre, a Estátua da Liberdade e o Corcovado…

Não dá pra vender o mundo para matar a fome do mundo. Pois não é assim que resolveríamos o problema. Há produção de alimentos suficiente para toda a população. O que não há e vontade de que todos tenham acesso à comida. Então, melhor seria deixar de considerar alimento um bem de consumo e passar a considerar como uma “propriedade coletiva”, questão de segurança e sobrevivência da espécie.

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