Ameaçaram Dilma de morte e nada aconteceu?

Depois reclamam que no Brasil não há liberdade de expressão (é o que prega a mídia tradicional, elitista e burra), mas o que vemos é justamente o contrário. Durante a posse da nova Presidenta, Dilma foi ameaçada de morte e muitos instigaram seu assassinato via redes sociais, especialmente o Twitter. Pode parecer uma brincadeira, mas em qualquer lugar do mundo, ameaçar um chefe de Estado é crime e dá cadeia… mas no Brasil…
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Presidente Lula, a liberdade de expressão/imprensa e o WikiLeaks

O que mais ouvimos nesses últimos 8 anos e até podemos voltar mais, é que o Presidente Lula é contra a imprensa e queria impor até censura à grande mídia. Não só os fatos se mostram contrários à tais teses, como temos demonstrações explícitas de que nosso ilustre (analfabeto torneiro mecânico) presidente da República é um grande defensor da liberdade de expressão até mesmo quando pode afetar a segurança nacional.
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Quando as crianças abandonaram a infância?

Eu entendo que os tempos são outros, evoluimos, crescemos e a técnica, o mundo moderno nos deram novas perspectivas. Mas, desde quando a infância foi estirpada de nossa sociedade? Fala-se tanto do estatuto da criança e do adolescente para grantir o direito deles e acho justo. Mas não tem nada lá que obrigue que criança TEM QUE SER CRIANÇA? Eu sou do tempo (anos 1980, nem tanto tempo atrás) em que as meninas brincavam de bonecas e os meninos de carrinhos…

Mas o que temos hoje em dia é uma infância falsificada, repleta de consumismo e adultização (acho que a palavra não existe) das crianças – queremos ou fazemos delas mais adultas. A infância que deveria durar até uns 12 anos, depois vir a adolescência e em seguida a juventude, pra só depois dos 18-21 anos sermos chamados de adultos, todo esse período está sumindo.

Matéria do Fantástico do domingo 19/09/2010, com o tal “Reporter por 1 dia”, teve a participação de uma atriz mirim, que ao invés de falar do mundo de uma criança (que ela deveria ser, por ter apenas 11 anos), falou do mundo de adultez e maquiagens de crianças que não sabem mais o que é brincar de bonecas. Assita:

Eu fico triste, muito! Não se pode mais ser criança? Ninguém fica assutado com esse tipo de coisa e vão querer me dizer que é normal. Normal?

Como a mídia tenta controlar e manipular nossa opinião

Ou “10 estratégias de manipulação” através da mídia.
Recebi um texto muito interessante, enumerando um conjunto de técnicas e suas explicações de como a mídia tradicional tenta manipular a informação. Essa lista foi elaborada por um linguista  estadunidense (americano!) chamado Avram Noam Chomsky (clique para saber mais sobre ele). Vou citar os 10 pontos abaixo do jeito que recebi por email. Não sei onde está publicado originalmente, mas tem um link mais completo.

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

(se eu estiver plagiando alguém, me avisem)

Resultado da pesquisa eleitoral Presidencial para redes-sociais

Entre os dias 9 e 15 de setembro, promovemos aqui uma pesquisa eleitoral com o objetivo de observar a intenção de voto dos usuários de redes-sociais, como o Twitter e FaceBook. Seguindo um modelo e metodologia novos, queriamos saber em quem pretendem votar para presidente esse tipo de eleitorado. Não é tipo de pesquisa convencional, daí a dificuldade para analisar os números, então deixo a critério e opinião de quem quiser contribuir nos comentários.

Só foram contabilizadas as participações com emails válidos. Usamos o email como forma de identificar as pessoas e validar as participações individuais. esses dados não serão divulgados nem usados.

Não sou estatístico, então os gráficos são os laborados automaticamente pelo serviço do Google Docs – de onde fizemos a pesquisa em forma de enquete. Não é possível delimitar a amostragem correta que essa pesquisa representa, pois sua divulgação se restringiu à capacidade e alcance da minha conta do Twitter, Facebook e do post deste blog. A meu ver pode representar a população majoritariamente de classes B e C, com mais acesso a informação, com uso mais constante da internet (especialmente dos recursos de troca de informação em tempo real). A maioria que respondeu é da região sudeste e com faixa etária significativamente jovem.

Foram 438 participações válidas e computadas. A diferença entre os 3 principais candidatos não passou dos 10%, tendo Serra com 34%, Marina 30% e Dilma 24%. Apareceram com intenção de voto também o Pínio com 5% e, tanto o Eymael quanto o Levy receberam 1 voto cada, não atingindo nem mesmo 1%. Brancos, nulos e indecisos somaram 6%.

Segue imagem dos gráficos.

Não sei analisar o que significam esses dados todos, então deixo a critério de vocês e dos comentários.

Conforme explicado no post da pesquisa, essa pesquisa não foi registrada no TSE, mas seguiu as regras do tribunal. Como foi uma pesquisa independente e de pessoa física, entendi que a obrigatoriedade do registro não se aplicaria nesse caso.

Link do post onde foi feita a pesquisa: Em quem você votará para Presidente? Pesquisa em Redes-sociais

Como banir definitivamente políticos indesejados

A insatisfação do brasileiro com a grande maioria dos políticos que temos é evidente em qualquer época do ano, não só em períodos eleitorais. Até temos campanhas e mobilizações da população em geral para afastar certos tipos de seus cargos de poder. Foi o caso que vimos no #ForaSarney. Mas a verdade é que esse tipo de protesto e manifestação não são muito eficientes em afastar por definitivo gente dessa laia. É preciso um “protesto” mais amplo e organizado. » Read more

Quero um segundo turno presidencial só com mulheres de esquerda

Faz pouco tempo que a democracia se consolidou em nosso país e já elegemos um operário (logo depois de um sociólogo, que do alto de seu letramento não fez grandes coisas). Agora temos duas mulheres de força lutando pelo Planalto. A Dilma em seu PT tem toda a máquina de Governo a seu favor, sem contarmos o presidente Lula… mas ali, bem devagar e à espreita vem a Marina Silva (tava lá no PT e agora é PV). E a pergunta que fica é: onde está a direita elitista e paulista desse país?

A direita nesse país está caminhando para o fim trágico e melancólico. Depois dessas eleições, quero ver se alguém dará voz a FHC e sua trupe. Chega de direitistas golpistas malacos, que vendem nosso país e assolam o nosso povo em favor sempre dos mais ricos. O candidato deles está totalmente perdido nessa tormenta eleitoral que o meteram.

Vai pesquisa, vem pesquisa e a Dilma só cresce, o Serra só desce, aprofundando o caos da direita PSDBista. Escolheram um candidato inexpressivo, apostando na fragilidade da Dilma (que nunca apareceu de fato). E nos números mais recentes, o coitado não conseguirá nem o consolo de disputar um segundo turno – pode ser que a PTista leve o pleito logo em 3 de outubro. (pesquisa IBOPE)

Mas lá no fim da fila vem a Marina Silva, oscilando entre 8% e 10% de um eleitorado que nem a conhecia. Aos poucos, à medida que vai sendo ouvida, mais gente se convence de que ela é a alternativa, a terceira via de escolha para fugirmos do velho embate bilateral de toda eleição nesse país.

Eu estou torcendo por um segundo turno. É uma força a mais para a democracia que precisa de debates sérios. Mas que seja um segundo turno entre essas duas mulheres. Mostraremos ao mundo que somos capazes de uma democracia tão sólida que, em uma única tacada (de urnas eletrônicas) eliminamos a direita burra que imperou nesse país por tantos séculos e elegeremos uma mulher para presidente. Um debate entre Marina Silva, que é uma das mentes mais brilhantes desse país, e Dilma que se provou forte administradora dos bens públicos. Nisso, quem ganha é o Brasil!