Protestos no Irã, Fora Sarney e as Redes Sociais [Twitter: #forasarney #iranelection]

Você não precisa entender sobre redes da internet, nem participar efetivamente delas para perceber a capacidade de mobilização que a rede mundial de computadores tem hoje. Seja para organizar grupos de amigos ou para trocar informações, hoje essa mídia tem até o poder de promover revoluções e mobilizar pessoas ao redor do mundo. Basta ver o caso das notícias sobre a Eleição no Irã ou os protestos pelo Brasil contra o Senador Sarney.

Se alguns privilegiam “atos secretos” e outros não dão crédito para a opinião pública (isso não é coisa apenas de deputado brasileiro), pensando que ditaduras e autoritarismo ainda são opção para modelo de governo, o grande público já tem mostrado que qualquer coisa é motivo para debates, mobilizações e enfrentamento.

twitter-icone Para aqueles que não estão familiarizados com o Twitter (como usar o twitter), uma rede-social destinada quase que exclusivamente para a troca rápida de informação e em tempo real e direto entre as pessoas (sem intermediários, editores ou modelos pré-definidos, padrões ou interesses), é com poucos caracteres, apenas 140 para formar um texto, que as pessoas dividem o conhecimento.

Para certos debates e assuntos, convencionou-se o uso de palavras-chave denominadas tecnicamente de “hashtags”, que são nada menos que palavras acrescidas do símbolo de sustenido “#”.

As Hashtags em maior evidência no momento são #iranelection e #forasarney.

Sobre o Irã, quem acompanha as redes de notícias convencionais, TV e jornais impressos, percebeu que poucas são as imagens dos conflitos e pouco se vê um jornalista falar do local sobre o que estão vendo lá. Isso se deve ao fato de que nenhum jornalista estrangeiro tem permissão para sair às ruas daquele país. O que vemos é o relato e imagens enviados pela população usando mensagens de celular (SMS), e-mails, blogs e redes-sociais como o Twitter ou o YouTube para divulgar o que estão vivendo. O que a mídia tem feito é apenas apurar os fatos.

Como aqui no Brasil somos livres (ou deveríamos ser) para tratar de política, a grande mobilização contra o Senador e ex-presidente da república José Sarney (Coronel do Maranhão, mas foi eleito senador pelo estado do Amapá – não entendi isso) está passando quase que exclusivamente pelo Twitter. Muitas cidades terão protestos e manifestações que foram organizados unicamente usando mensagens de texto simples e artigos em Blogs.

As mídias convencionais não são democráticas e impedem a participação das massas ou da classe mais intelectualizada ou que tem acesso à informação e/ou capacidade de questionar e filtrar a informação que vem dessas redes padrões, TV e impressos (mídias de massa). Não são democráticas não por culpa deles mesmos (alguns tem culpa, sim), mas pelo alto preço para se veicular conteúdo ali.

Já a internet e as redes-sociais, como temos hoje, permite que qualquer um publique, tenha suas idéias difundidas e lidas por terceiros e, se mais pessoas se sentirem motivadas podem espalhar isso, replicando à sua maneira – se for no Twitter será “retwitando” (RT). A isso chamamos de “viral”: algo que se espalha como um vírus pela internet, seja um vídeo, um texto ou uma idéia.

redes-sociais02

“Virais” e mobilizações por redes-sociais não se produz da noite para o dia, nem tem como se prever que algo vai “pegar” e mais gente terá o mesmo interesse. Isso é totalmente espontâneo e natural. Diferente, mais uma vez, das mídias convencionais onde apenas a vontade dos editores ou criadores da programação é que vigora e impõem isso às massas, na internet somos livre para sermos “nós mesmos” e podemos pensar sem intervenção externa (não diretamente).

Lemos o que queremos, clicamos nos links que queremos e vamos às páginas, artigos e vídeos que outros produziram.

É certo que é bem mais informação e é difícil filtrar o que realmente vale a pena, mas dessa vez temos as rédeas à mão. Aqui a Globo não pode eleger presidentes, nem omitir informações como no caso do Ministro (Coronel) Gilmar Mendes. Não há censura ou repressão nem controle externo e somos nós quem determinamos o que será notícia.

Ainda estamos aprendendo a usar essa nova ferramenta e o mundo agora parece bem maior que antes, mas as perspectivas são boas e mostra que estamos acertando mais que errando. A internet não tem fronteiras e nos faz pensar e acreditar que somos todos uma só Humanidade, sem língua, nação ou diferenças.

Mudanças na Poupança e a Desigualdade Social

contando-dinheiro Muito se especulou sobre quais seriam as mudanças que o Governo traria para a Poupança – principal fonte de investimentos dos brasileiros, como forma de guardar algum dinheiro sem os riscos especulativos financeiros. Mas pouca gente reparou qual é o tamanho do problema, quem nem está visível nas mudanças e que, de fato, não muda em nada a vida das pessoas comuns. Isto nos serviu para ver o tamanho da desigualdade social em que vivemos.

Assistindo ao Jornal Nacional, da rede Globo do dia 15 de Maio (2009), numa reportagem longa para explicar que as novas regras de tributação sobre a poupança não mudariam em nada a vida de ninguém (mais de 99% dos brasileiros tem menos de R$50.000,00 depositados na poupança), uma única frase da reportagem passou desapercebida da maioria e que é o grande problema.

Dizia a reportagem:

“Quem tem mais de R$ 50 mil na caderneta é a minoria: apenas 1%, mas detém 41% do total do saldo da caderneta.”

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1128237-10406,00-MUDANCAS+NA+POUPANCA+VALEM+PARA+DOS+POUPADORES.html

Será que sou só eu que percebi o tamanho do absurdo que vivemos? Imaginem só: se 1% dos brasileiros tem mais de 41% do saldo, do total de dinheiro depositado nas poupanças, isso significa que 1% dos brasileiros, tem mais da metade das riquezas financeiras do nosso país.

1% tem mais da metade do dinheiro que tem todo o resto.

Ainda na mesma reportagem pode-se ver que 56% tem no máximo R$100,00 guardados.

Enquanto alguns estavam preocupados se o governo, nos tomaria o pouco que nem temos, quem está “descabelando” de medo de mais impostos é o rico. Fez-se todo esse drama quando, na verdade o que o Governo está querendo fazer é tributar os mais ricos e aliviar os mais pobres. Será que isso é tão ruim assim?

O mais certo, penso eu, é que os ricos paguem mais impostos para que tenhamos um distribuição de renda mais sólida, real e onde o dinheiro do pobre possa compra sua tranquilidade.

Israel e seu ideal de Guerra

Diante dos fatos dos últimos dias, quero aproveitar e escrever, repercutindo o link que vi no blog do meu amigo Tiago (Estado Noético), sobre essa “guerra” promovida por Israel. Entre aspas, pois Guerra se faz quando as duas partes têm capacidades de atacar e defender-se de ataques – mesmo que com forças desiguais entre as partes e, especialmente, como se faz formalmente, declarando isso para o resto do mundo.

Israel é hoje, junto dos EUA, o mais poderoso exército terrorista do planeta. Chega a ser até mais poderoso tecnologicamente que seu aliado. Tem o exército mais bem treinado e equipado e, mesmo em número inferior, pode fazer mais estragos que todos os exércitos de países árabes juntos. Seu grande problema é o território muito pequeno a ser defendido.

Em 1948 foi criado, por decreto da ONU o Estado de Israel. Não vou entrar aqui em méritos históricos detalhados, mas o primeiro ato do recém criado país foi???

Todo país quando surge, pretende afirmar-se primeiramente por duas vias: a diplomática e a constitucional. A diplomática para conseguir que o máximo de outros países o reconheçam como independente e reconheça suas fronteiras como legais. A forma constitucional é garantir leis mínimas e fortes para que possam se afirmar enquanto nação.

Foi isso que Israel fez???

Não!

Eles fizeram uma guerra. Não tinha nem 24 horas de existência e começaram uma guerra. Aí está a raiz do problema: eles só sabem fazer guerra. Mas não a guerra convencional. Preferem atos terroristas e genocidas. Sim… um povo que sofreu tanto ao longo dos séculos, especialmente no XX, não aprendeu que genocídio é crime internacional; nem tão pouco aprendeu a respeitar o diferente.

Tiram o direito de uma outra nação existir culpando-a de terrorismo que eles, Israel, promovem.

Respeito os judeus, mas não posso respeitar um Estado terrorista como Israel.

Veja mais sobre as mentiras de Israel, publicado na Carta Maior:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15468&boletim_id=513&componente_id=8904

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