Nossa Senhora Aparecida!

aparecida Não poderia deixar passar em branco o dia 12 de outubro que é tão significativo para os brasileiros e para os cristãos católicos. Maria é uma personagem muito significativa no imaginário popular, especialmente entre os mais sofridos, pois é o símbolo de uma mulher forte, coerente em sua fé e acolhida por Deus. Mais ainda, por representar aquilo que todos nós desejamos: estar com Deus!

 

Neste blog você pode encontrar muita coisa e artigos sobre Maria e seu tema, mesmo de forma mais dogmática e algumas referências bíblicas. Basta conferir o menu ao lado. Existe até uma relação de documentos da Igreja para aqueles que querem aprofundar no tema.

 

Por hoje fica apenas uma reflexão de um santo que escreveu muito sobre a Mãe de Deus!

"A fé de Maria excedeu a de todos os homens e a de todos os Anjos. Em Belém, viu seu Filho no estábulo, e acreditou n’ Ele como Criador do mundo.

Viu-O fugir de Herodes e nunca a sua Fé hesitou em ver n’ Ele o Rei dos Reis.
Viu-O nascer e acreditou que era o Eterno.
Viu-O pobre, de tudo desprovido, e acreditou n’ Ele como Senhor do Universo.
Viu-O reclinado nas palhas e adorou-O como Onipotente.
Viu-O sem pronunciar palavra, e acreditou que Ele era a Sabedoria Eterna.

Ouviu-O chorar e reconheceu-O como a Alegria do Paraíso.
Viu-O, por fim, morrendo, exposto a todos os insultos, pregado na Cruz, e embora a fé de todos vacilasse, Maria perseverou na crença inviolável de que Ele era Deus".

(Santo Afonso de Ligório)

28. Sobre a Maternidade Divina de Maria

[Diante da dificuldade que é comum para este tema e, conforme foi levantado no Artigo 26 deste blog, disponibilizo um ensaio simples e telegráfico para exclarecer mais, deixando de lado um pouco da linguagem teológica.]

Leia o Artigo 26 em seguida, penso que ficará mais claro. Ou use o menu [ por temas ] para ler tudo o que já foi publicado aqui sobre Maria.

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Vamos diferenciar uma coisa aqui.
Tem um ditado popular que pode nos ajudar muito:
“Mãe é quem cria!” (aquela que cuida ou cuidou).

Alguns querem dividir Jesus, como se fosse possível separar sua humanidade de sua divindade. Jesus é inteiro, onde aquilo que distinguimos – humanidade e divindade – nele não pode ser separado, dividido. Fazemos a distinção apenas para entender e afirmar que aquele que chamamos de Deus-Filho (Verbo de Deus), também fez-se homem e era Deus completo e homem completo:
Então, Jesus não era metade homem e metade Deus. Jesus é homem por inteiro e Deus por inteiro.

Assim temos que, o que nasceu de Maria foi Jesus INTEIRO. O que foi gerado no ventre de Maria, foi DEUS inteiro.
Adaptando a linguagem do Credo Niceno-Constantinopolitano, podemos usá-lo pra entender: “Gerado, não criado”. O Credo se refere à “geração” eterna do Verbo que existe com o Pai desde sempre e que Ele não é uma criatura inferior ao Pai, mas um mesmo com o Pai e o Espírito Santo. Teologicamente ficou que: O Verbo foi gerado do Pai, e deles (de ambos), Procede o Espírito Santo.

Mesmo assim, ajuda-nos a entender o que nasceu de Maria.
Nasce de Maria Jesus inteiro. É gerado em seu ventre o Verbo humanado. Sem dividir. E, assim como numa gestação normal, biologicamente, a mãe participa com uma metade dos cromossomos e o pai com a outra metade, a humanidade de Jesus vem de Maria e o Verbo vai até seu ventre vindo do Pai pelo Espírito Santo – mas forma um único ser em sua totalidade Humana e também Divina.

O que é gestado no ventre de Maria é, portanto, Deus feito carne – Maria gerou em seu ventre Jesus Cristo, o Verbo Divino; “Deus de Deus”. Portanto o que nasce dela É DEUS!!!! Nem mais, nem menos.

Isso significa que Maria “criou [deu origem] à divindade” de Jesus???? Não!!!!
Porque a divindade de Jesus é incriada – sempre existiu como Deus, desde sempre. Mas Jesus, em sua totalidade foi gestado no ventre de Maria, onde fez-se Homem também. Assim, temos que Maria é mãe de Deus, pois o que nasceu dela e aquele de quem ela cuidou chamamos Deus!!!!!

27. Documentos sobre Maria

[conforme prometido, seguem alguns links de textos do Magistério da Igreja sobre o tema mariológico.]

Segue abaixo alguns links de textos oficiais da Igreja Católica Apostólica Romana que tratam do tema mariológico e que podem ajudar a entender melhor os argumentos da Igreja sobre a Mãe de Deus.

Cito antes trecho do Motu Proprio Credo do Povo de Deus, do Papa Paulo VI (parágrafos 14 e 15):

“14. Cremos que Maria Santíssima, que permaneceu sempre Virgem, tornou-se Mãe do Verbo Encarnado, nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo; e que por motivo desta eleição singular, em consideração dos méritos de seu Filho, foi remida de modo mais sublime, e preservada imune de toda a mancha do pecado original; e que supera de longe todas as demais criaturas, pelo dom de uma graça insigne.
15. Associada por um vínculo estreito e indissolúvel aos mistérios da Encarnação e da Redenção, a Santíssima Virgem Maria, Imaculada, depois de terminar o curso de sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial; e, tornada semelhante a seu Filho, que ressuscitou dentre os mortos, participou antecipadamente da sorte de todos os justos. Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no céu a desempenhar seu ofício materno, em relação aos membros de Cristo, cooperando para gerar e desenvolver a vida divina em cada uma das almas dos homens que foram remidos.”

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REDEMPTORIS MATER sobre a Virgem Maria na vida da Igreja – João Paulo II
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031987_redemptoris-mater_po.html

MARIALIS CULTUS – Sobre o culto a Maria – Paulo VI
http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19740202_marialis-cultus_po.html

MUNIFICENTISSIMUS DEUS – Definição do Dógma da Assunção de Maria – Papa Pio XII
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/apost_constitutions/documents/hf_p-xii_apc_19501101_munificentissimus-deus_po.html

AD CAELI REGINAM – Sobre a Realeza de Maria – Papa Pio XII
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_11101954_ad-caeli-reginam_po.html

Audiência de Catequese – João Paulo II
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1998/documents/hf_jp-ii_aud_29041998_po.html

SIGNUM MAGNUM – Culto a Maria, Mãe da Igreja e Modelo de Virtude – João Paulo II
http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19670513_signum-magnum_po.html

INEFFABILIS DEUS – Bula de definição do Dógma da Imaculada Conceição de Maria – Papa Pio IX (baixar em PDF ou Leia aqui – tradução site Montfort)

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Este é um tema muito delicado e merece muita atenção e estudo de nós católicos. Como já foi citado no artigo 26 deste blog, os dógmas referentes a Maria têm um carater Cristológico fundamental para compreender-se quem é Jesus e evitar heresias.

26. Maria: Mãe de Deus! (Teotokos ou Cristotokos?)

Chamamos Maria de “Mãe de Deus”. Mas, o que entendemos disso?
Para ilustrar essa teologia tão complicada, cito abaixo o comentário do Catecismo da Igreja Católica. Esse é um livro de capa amarela, que pode ser encontrado em toda boa livraria católica e também deveria constar do material de leitura de todo Católico. Nele pode-se ler uma síntese dos principais consteúdos da nossa Doutrina da Fé e aprender mais sobre o que cremos e professamos como nossa fé cristã.

Sobre o tema da maternidade divina de Maria, vale salientar que este é um conteúdo Cristológico, ou seja, diz respeito à pessoa de Jesus, quer tratar sobre quem é Jesus para nós. Assim, a Igreja quis definir, ao chamar Maria de “Mãe de Deus” (Teotokos), que o ente nascido de seu ventre é Deus em sua totalidade – o verbo de Deus humanado, feito homem, conforme Jo 1,1.14a e Lc 1,26-38 (a saber):

Jo 1,1.14a = “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. (…) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
Lc 1,28.30-32 = “Disse o anjo: ‘Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo (…). Maria, tu encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado ‘Filho do Altíssimo’.'”

Concorda-se que, dizer de Maria apenas Cristotokos (Mãe do Cristo), ficaria vago, levando alguns a crer que Jesus não é “Deus de Deus (…) Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Pode-se comenter o engano de algumas heresias e crer que Jesus foi um homem qualquer, apenas inspirado por Deus ou adotado por Deus; ou erroneamente que era Deus, mas apenas com aparência humana.

Chamar Maria de Teotokos (Mãe de Deus) é garantir a totalidade de nossa fé em Jesus sendo homem por inteiro e Deus por inteiro, sem se dividir ou diminuir em sua glória eterna.

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Então, citando um pequeno trecho do Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 466:

“A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus. Diante dela, S. Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunidio em Éfeso em 431, confessaram que ‘O Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem’ (DS 250). A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua desde sua concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou em 431, que Maria se tornou verdadeiramente Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio:
Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne (DS 251)’.”

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Aqui está uma boa explicação de porque chamar Maria de Mãe de Deus (Teotokos)!

25. Maria: Cheia de Graça!

[segue citações da Bíblia do Peregrino – ótima fonte de estudo para quem quer aprofundar melhor na leitura da Palavra de Deus]

Prolongando um pouco o mês de maio, vou disponibilizar mais duas citaçãos sobre o tema mariológico. Esse primeiro é um comentário bíblico do início do Evangleho de São Lucas.

Acompanhe os comentários com a leitura dos trechos indicados. A outra citação colocarei depois como outro artigo.

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Lc 1,28-29 = A saudação corrente grega (chaire) soa com os harmônicos de uma rica tradição bíblica, em contextos de renovação ou restauração (p.ex. Jz 2,21; Sf 3,16; Is 49,13; 65,18). ‘Favorecida’ é uma daqueles particípios passivos, quase títulos, que conhecemos pela literatura profética (Compadecida, Os 2,3; Preferida, Is 62,4). [Mas nestes exemplos] Atribui-se a figura emblemática, não a uma pessoa em particular [como aqui em Lucas].’O Senhor está contigo’; ‘Deus conosco’ (‘immanu’el) é o nome do anunciado em Is 7,14-15 e é expressão própria de momentos importantes (Ex 3,12; Jz 6,12; Jr 1,19. A concentração dos três elementos é suficiente para surpreender e perturbar Maria).

(…) [Lc 1,34] – Podemos afirmar(…) que Maria se pusera à inteira disposição de Deus, incluída sua capacidade maternal, que é benção genesíaca.

(…) [Lc 1,35-37]Maria coberta pelo Espírito e cheia da glória de Deus. Nascendo de mulher, nasce homem.

(…) [Lc 1,38]Maria não usa um verbo ativo na primeira pessoa, “cumprirei (Ex 19,8), mas um intransitivo “aconteça”: o que disse o anjo, ou seja, a ação divina e sua consequência (como um novo Gênesis). Deixar Deus agir é a suprema humildade e grandeza de Maria (1,49). A Tradição entendeu o consentimento de Maria como pronunciado em nome da humanidade.”

“(…) [Lc 1,40-41] – A saudação de Maria é intermedia o gozo e a inspiração celeste. A criatura expressa seu gozo inconsiente (de sinal contrário os gêmios de Gn 25,22). Isabel fala profetizando. Alguém quis ver Maria como a arca a aliança, com base em 2Sm 6.

(…) [Lc 1,42]Nenhuma maternidade da história pode ser comparada com a de Maria; a ela estavam direcionadas muitas maternidades precedentes.

(…) [Lc 1,46-55]Maria dirige o louvor para Deus, que fez tudo, ao passo que ela deixou fazer. (…) A ela felicitarão (Gn 30,13; Ct 6,9) todos que reconhecerem esses valores. Ela e’ a serva que representa Israel (e tb a Igreja da bem-aventuranças).”

[ Bíblia do Peregrino ]

23. Maria – Presente de Jesus na cruz

[Para fechar o mês de Maio, segue uma pequena nota tira da internet. Para uma próxima postagem aqui neste blog, colocarei alguns links de textos sobre o tema mariológico.]

Porta-voz vaticano: Maria, presente de Jesus na cruz

Pe. Lombardi explica o sentido e o impacto da devoção a Nossa Senhora
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O amor a Maria não é algo sentimental ou mitológico, mas o presente de Cristo na cruz, explicou o porta-voz do Vaticano.

O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa vaticana, analisou as últimas intervenções de Bento XVI neste mês de maio, desde o terço guiado em Santa Maria Maior no primeiro sábado, às visitas aos famosos santuários marianos de Savona e Gênova e a cerimônia conclusiva prevista na Praça de São Pedro.
No editorial do último número de «Octava Dies», semanal do Centro Televisivo Vaticano (CTV), do qual é também diretor, o sacerdote declarou que o amor a Maria não é «devoção sentimental ou, pior, mitológica».
«Trata-se de reencontrar na Mãe de Jesus a via mestra para voltar a situar a encarnação de Deus no centro de nossa vida e – como acrescentava o Papa Bento XVI – de nosso tempo e de nossas cidades.»
«Extraindo da contemplação da vida de Cristo, pode-se ‘irrigar’ a sociedade, a partir das relações cotidianas, e purificá-la de tantas forças negativas, abrindo-a à novidade de Deus», acrescenta.
Entre os gestos marianos do Papa neste mês, um dos mais representativos foi proclamar o dia 24 de maio como Jornada Mundial de Oração pela Igreja na China.

Neste dia se celebrava a memória de Maria ‘auxílio dos cristãos’, tão venerada naquele país, e em especial no santuário de Sheshan, perto de Xangai, o mais famoso da China.
Deste modo, diz o Pe. Lombardi, «na oração mariana, o horizonte se torna universal: Cristo moribundo confiou todos nós aos cuidados da Mãe».
«Os católicos chineses aspiram com perseverança a poder expressar em plena liberdade sua fé; o povo chinês sofre neste tempo a terrível tragédia do terremoto.»
«Olhamos para o país mais populoso do mundo com fraternidade e solidariedade, com o verdadeiro desejo de seu bem humano e espiritual.»«É justo ter esperança em relação serena entre a Santa Sé e a China, porque a Igreja pode ser verdadeiramente chinesa e verdadeiramente católica ao mesmo tempo – conclui. Os sinais positivos não faltam. Peçamos que a Mãe da China, da Ásia, da Igreja acompanhe e favoreça o caminho.»