A internet e a mobilização por causas justas… ou não!

Todos têm direito de ter a vida que quiser e fazer dela o que quiser. Podemos gastar nosso dinheiro como bem entendermos, mesmo que para alguns seja fútil e/ou inútil. Fato é que até reclamar e buscar o que achamos de direito devemos fazê-lo. O problema é quando expomo-nos ao ridículo e queremos fazer nossas causas fúteis uma causa justa e coletiva.

Não tem muito o que ficar dizendo. Encontrei dois vídeos pelo GBuzz por indicação do Renê Fraga do Google Discovery, onde uma moça (não sei a idade dela), casada, reclama do funcionamento de 3 jogos via Orkut.

Assista e diga se isso faz algum sentido. Ah! Não sabe do que ela tá falando? Você é feliz e sabe viver a vida.

Propaganda enganosa da Colheita Feliz

Não é possível incorporar o vídeo original aqui, então, clique no link para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=h-N7LLXEpy4

Reclamação sobre o jogo Segredos do Mar

http://www.youtube.com/watch?v=xumtEuZiHAE

A dita cuja não se apresenta com nome algum, mas está cadastrada no Youtube como “tullaluana” (Clique para ver o Canal com mais vídeos). Esses vídeos acima parecem ser os únicos não são os únicos e datam do dia 10 de novembro de 2010, feitos todos na parte da manhã, antes das 11:00h. O que indica… deixa pra lá. Ela teve ajuda apenas do marido.

O pior de tudo é que essa infeliz não está sozinha. Temos centenas de jovens e adolescentes seguindo por esse mesmo caminho. Ficam indignados por causas pequenas, se mobilizam por questões menores e acreditam que vão comover multidões assim. Aqui viram apenas motivo de chacotas e hypes da internet.

Caso Neymar: O fim da honra e do Mérito

Esporte agora é só comércio e dinheiro. Acabou-se o mérito a competitividade e o “que vença o melhor”. O caso Neymar do Santos F.C. é o típico produto do que fizemos do nosso futebol arte após o time de 1982. E ainda tem o caso dos irmãos Bueno. Mas o pior mesmo é o exemplo que estamos criando para as gerações: até no esporte só vence quem tem dinheiro… Um vídeo para mostrar minha opinião (indignada) com tudo isso.

Ir direto para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=qdhIOtSNI9g

É crime qualquer tipo de discriminação, não?

O debate foi retomado em torno do projeto de Lei da Câmara dos Deputados que quer transformar em crime a discriminação por orientação sexual, mas de forma direta à discriminação contra homossexuais. O problema é que o debate tem se resumido simplesmente em “A favor” ou “Contra”. A questão é que acredito que não precisamos de leis desse tipo.

A Constituição Brasileira de 1988 diz no art 5º que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Assim sendo, qualquer pessoa que afirmar o contrário já comete crime de discriminação.

Antes que apareçam os que não entendem o que lêem, não estou me posicionando contra os homossexuais simplesmente por ser contra um projeto de lei. Meu questionamento está em se é necessário dizer o que já está dito. Penso que quando criamos leis para “proteger” grupos, estamos promovendo a segregação e classificando pessoas. Por que classificar as pessoas por sua orientação sexual ou cor da pele, língua, etnia, religião? Criamos rótulos, classificamos pessoas e quanto mais afirmarmos nossas diferenças, menos iguais nós seremos.

igualdadeSou da idéia – acredito em mundos ideais – de que no mundo todos entendam que somos uma só raça, a raça HUMANA, onde as leis só servem para reforçar nossas crenças. Orientação sexual não pode ser desculpa para a discriminação, mas também não precisa de leis que os proteja seja do que for. Se alguém os ofender, há leis contra ofensa ou que proteja a honra ou direitos de se expressar, ser como você é.

Sei que há discriminação contra homossexuais e segregação sexual por odos os lados e isso tem que ser combatido, pois as pessoas têm o direito de ser como bem entenderem. Só não acredito que homossexuais são um tipo de gente “especial” que precise de uma proteção especial do Estado. Diferente no caso das leis dos idosos ou das crianças e adolescentes. Enfim, minha idéia é fomentar mesmo o debate, para que as pessoas falem do assunto sem polarizações, esquecendo que há mais respostas do que simples “sim/não”.

Auxílio Reclusão para família de presos? E a população honesta, como fica?

preso_politico Circula pela internet (claro!) um e-mail indignado e sem repassado em massa sobre o Auxílio Reclusão – um benefício do Governo para a família de presos, como um salário de ajuda enquanto o sujeito está recluso, cumprindo qualquer tipo de pena (mesmo crime hediondo). Mas há uma confusão no e-mail e a indignação nem é tão justificada assim. Se não quer passar atestado de burrice, então leia as coisas e pesquise informações antes de repetir besteiras.

Trecho do e-mail é o seguinte (apenas o exemplo do mais comum que está circulando, pois há várias versões, mas o texto é o mesmo):

auxilio-reclusao-governo-presos

Uma coisa de deixar qualquer pessoa honesta revoltada com o Governo Lula que só parece beneficiar os piores tipos, distribuindo bolsa família, PROUNI, concedendo aposentadoria para trabalhadores rurais etc (#ironia). Mas o e-mail acima está totalmente equivocado e mostra a fonte de seu erro.

Notem que há a indicação de um link do site da previdência, que repito aqui para quem quiser ler a íntegra:
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22

O Auxílio Reclusão é um benefício único, independente do número de filhos e é concedido quando o preso tem dependente (seja marido/esposa, filhos, pais e/ou irmãos). Mas não é determinado pelo número de dependentes e seu valor é único e de no máximo R$798,30/mês enquanto o sujeito cumprir pena.

Notem que trata-se de um auxílio condicionado à Previdência Social e que exige que o sujeito preso tenha contribuído para o previdência. O que poucos sabem é que quando alguém comete um crime, só ele pode pagar pelo que cometeu, já que uma pena é intransferível. Quando se é preso, sua família não pode sofrer por sua culpa e se ficar comprovada a dependência de algum membro, então pode-se solicitar o Auxílio Reclusão.

Assim sendo, não sai do bolso de ninguém o Auxílio Reclusão, mas da contribuição que o preso pagou enquanto trabalhava, como qualquer outro brasileiro. Não é para incentivar vagabundos, já que tais não pagam a previdência. Também não e para cada membro da família dependente, mas um benefício único. Antes de sair repassando as coisas, leia e pesquise a informação. Quando não lemos, passamos atestado de ignorância.

Campanha da Fraternidade 2010: Economia e Vida e Download do Texto Base

Todos os anos, no período do tempo litúrgico da Quaresma (que vai da quarta-feira de cinzas até a Semana Santa), a Igreja Católica Apostólica Romana, pelo CNBB, organiza a Campanha da Fraternidade para debater temas importantes para a sociedade. Esse ano de 2010, em conjunto com o CONIC, fez-se uma campanha ecumênica.

O CONIC é o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, e que esse ano, na Campanha da Fraternidade, conta com as seguintes Igrejas:

  • Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA)
  • Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU)
  • Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)
  • Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB)
  • Igreja Católica (IC)

Esse ano o debate é em torno das questões econômicas que afligem o mundo, tendo um enfoque na conscientização do mal que é o acúmulo de riqueza, a exclusão social e a marginalização econômica das nações. Mesmo sendo um tema complexo, não se perde o foco religioso e a contribuição que o cristianismo pode dar, apresentando um enfoque mais humano.

Para conhecer todo o tema e a proposta da Campanha da Fraternidade, há um material excelente que recomendo como leitura e como fonte de estudo.

O lema dessa campanha já dá o tom do debate e de qual é a proposta do cristianismo diante do desafio global que é a economia:

LEMA: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24)

Um pouco de reflexão faz bem, especialmente se pudermos olhar a economia do mundo de uma forma não tão convencional como a dos economistas e dos meios de comunicação tradicionais. Até porque já se provaram falhos.

Aquecimento Global, cientistas, Governos e Copenhague

aquecimento_global_terra_quente Nesses dias em que o mundo se prepara para mais uma conferencia mundial sobre o clima – já tivemos outras duas: Rio92, Quioto97 (aquela do protocolo) e agora Cop15 – tivemos de tudo um pouco, principalmente coisas para desviar a atenção para questões menos importantes. Até apareceram supostos e-mails de cientistas que fraudaram números do aquecimento global exagerando a coisa.

Só tenho uma opinião: pouco importa se a culpa do aquecimento é do Homem ou é um processo da natureza sempre em mutação e esta é apenas uma dessas fases de TPM do Planeta. O que é fato é que estamos em um mundo de recursos finitos e já está ficando insuportável viver por aqui (mas não temos outro lugar para ir).

aquecimento-global

Aos cientistas cabe, não ficar trocando e-mails ou manipulando dados, mas mostrar de forma concreta o que devemos fazer para viver de forma sustentável e a longo prazo. Ninguém precisa manipular dados, as provas estão a olhos vistos. Tenho um amigo de Compenhague (na Dinamarca) e estive lá em Dezembro de 2007 para o natal. Não vi neve.

Esse meu amigo, Mikkel Fessel, contou-me que já faz alguns anos que não neva como era em sua infância (ele ele tem hoje 30 anos de idade) ou seja, 20 anos atrás nevava mais do que hoje em dia, num dos lugares mais frios que já fui. Se isso não é sinal de que tem algo errado, então…

Só queria mesmo que os Governos entendessem que as questões de clima e sustentabilidade afetam a todos, rico e pobres e que é preciso uma redistribuição de renda (se é que já tivemos alguma antes) e distribuir melhor o uso dos recursos, para que também a vida de todos seja sustentável e suportável.

As portas do preconceito e da ignorância

Onde está a nossa capacidade de reconhecer que não há seres humanos melhores ou piores simplesmente olhando para o fenótipo (característica física)? Não há classes de humanos, nem raças ou outra forma de classificação. Mas o olhar insiste em dirimir preconceitos e nossas atitudes insistem em provar nossa ignorância. O Manifesto Porta na Cara do Circo Voador fez um pequeno flagrante dessa abordagem humana.

Assista o vídeo e leia abaixo:

Segundo informa o próprio blog do responsáveis pelo projeto, só foi usada a imagens desses dois jovens por terem sido as melhores de outras tentativas (também com outros). Também não estão se referindo à empresa em questão, mas mostrando um problema generalizado no modelo usado para manter a segurança do local.

Como já tratamos aqui várias vezes, repudiamos qualquer forma de preconceito ou discriminação a apoiamos a idéia do Manifesto em propor um outro modelo que não esteja sujeito à ingerência falha de uma pessoa.

Fonte: Manifesto Porta na Cara / Vídeo flagrante / Sobre o vídeo do Manifesto

Caso UNIBAN: usar mini-saia é crime?

Não se pode impor uma moral a ninguém, nem forçar outro a agir como eu acredito ser certo ou errado. No espaço público só cabe o direto à individualidade e todos temos que respeitar a opção alheia. Tolerância, diálogo e respeito são princípios éticos mínimos para a vida em sociedade, especialmente em um país tão diversos como é o Brasil. E, quem diria, justo no Brasil tropical, usar mini-saia pode gerar até expulsão em faculdade. Mas discriminação e intolerância não tem problema e é até louvável. #vergonhaAlheia

Nem é preciso aqui narrar o ocorrido do dia 22 de outubro (2009) na UNIBAN, uma universidade particular de São Paulo. O melhor é que a internet e os modernos celulares, hoje em dia não deixam escapar nada. Vimos, estarrecido os gritos insanos de universitários-classe-média, chamarem de “PUTA” a colega que usava um vestido curto.

Não importa o que gerou o tumulto de fato: se o desrespeito dos colegas intolerantes ou alguma provocação da aluna. Nada justifica intolerância e atitudes como a que assistimos. Mas o que quero dar destaque é à atitude da universidade que publicou em nota na Folha de São Paulo a expulsão da aluna. Veja a imagem (clique para ampliar. Fonte no link):

aluna-uniban-nota-jornal

Alguns trechos que mostram o total despreparo da universidade em lidar com a situação tornando culpada a aluna:

“(…) A aluna fez um percurso maior do que o habitual, aumentando sua exposição (…)”

“Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.

Os grifos são meus.

Mas o melhor de tudo é o que vem das manifestações de repúdio sobre esse ato de intolerância: como a internet é uma grande praça pública, a credibilidade da UNIBAN foi posta à prova e o descontentamento é geral como pude notar no Twitter, após o anúncio da expulsão da garota.

Veja essa matéria para completar: UNIBAN anuncia expulsão de aluna hostilizada por usar minivestido.

Mas temos uma mania estranha no Brasil de pervertermos tudo, destruir valores e impor uma falsa moralidade cristã, que chega a dar nojo. Nenhuma atitude da garota, fosse o que fosse, justificaria a hostilidade e intolerância dos colegas, nem a expulsão da faculdade. E a credibilidade da UNIBAN foi jogada no ralo.

ATUALIZAÇÃO (09/11/09 às 20:15h): A reitoria revogou a decisão do conselho universitário de expulsar a aluna. Acredito que a pressão da opinião púbica fez eles repensarem a ação. Conforme nota, que não explica o porque da nova decisão, diz:

“O reitor da Universidade Bandeirante – Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão.”

O mínimo que deveriam ter feito é uma reunião interna para deliberar sobre o assunto, antes de expor a aluna e a UNIBAN nessa situação vexatória, que resulta em uma imagem manchada. O debate sobre o papel das universidades e a importância do respeito ao indivíduo, ao menos, foi fortalecido.

Link da nova notícia: Uniban revoga decisão de conselho que expulsou aluna hostilizada por vestido curto.

Podemos vender o Vaticano e alimentar o Mundo?

vaticano-vender A internet tem se provado um grande campo para a proliferação de todo tipo de assunto, debates e até piadas. Misturam-se temas sérios e brincadeiras – e uma mente pouco avisada pode acabar se confundindo de fato. O vídeo do momento é de uma americana chamada Sarah Silverman – que para mim parece uma comediante – e seu vídeo chama-se “Venda o Vaticano, alimente o mundo”. O que pode parecer uma excelente idéia, se não fosse idiota.

Nossa protagonista propõe uma coisa simples: vender o Vaticano por uma módica quantia de 500 bilhões de dólares (“o dólar é moeda falsa – americano já nem segura as calças”, como diria Tom Zé, mas…) e usar o dinheiro para construir casas e dar comida para os famintos. (veja o vídeo legendado abaixo)

Hoje o mundo conta, segundo informações das Nações Unidas por pesquisa realizada por sua agência FAO, com mais de 1 Bilhão de pessoas passando fome (ver notícia). Um número recorde e que só tende a crescer cada vez que avança mais a desigualdade social e o desinteresse das nações. O real problema da fome é a total falta de distribuição de renda (chamada de concentração de riquezas) e e má distribuição da produção.

É. Não basta vender o Vaticano. Se dividirmos 500 bilhões para 1 bilhão de pessoas, daria uma pequena fatia de 500 dólares para cada faminto gastar com o que quiser, mas resolveria o problema? Então vamos vender o Museu do Louvre, a Estátua da Liberdade e o Corcovado…

Não dá pra vender o mundo para matar a fome do mundo. Pois não é assim que resolveríamos o problema. Há produção de alimentos suficiente para toda a população. O que não há e vontade de que todos tenham acesso à comida. Então, melhor seria deixar de considerar alimento um bem de consumo e passar a considerar como uma “propriedade coletiva”, questão de segurança e sobrevivência da espécie.

1 2 3 4