26. Maria: Mãe de Deus! (Teotokos ou Cristotokos?)

Chamamos Maria de “Mãe de Deus”. Mas, o que entendemos disso?
Para ilustrar essa teologia tão complicada, cito abaixo o comentário do Catecismo da Igreja Católica. Esse é um livro de capa amarela, que pode ser encontrado em toda boa livraria católica e também deveria constar do material de leitura de todo Católico. Nele pode-se ler uma síntese dos principais consteúdos da nossa Doutrina da Fé e aprender mais sobre o que cremos e professamos como nossa fé cristã.

Sobre o tema da maternidade divina de Maria, vale salientar que este é um conteúdo Cristológico, ou seja, diz respeito à pessoa de Jesus, quer tratar sobre quem é Jesus para nós. Assim, a Igreja quis definir, ao chamar Maria de “Mãe de Deus” (Teotokos), que o ente nascido de seu ventre é Deus em sua totalidade – o verbo de Deus humanado, feito homem, conforme Jo 1,1.14a e Lc 1,26-38 (a saber):

Jo 1,1.14a = “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. (…) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
Lc 1,28.30-32 = “Disse o anjo: ‘Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo (…). Maria, tu encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado ‘Filho do Altíssimo’.'”

Concorda-se que, dizer de Maria apenas Cristotokos (Mãe do Cristo), ficaria vago, levando alguns a crer que Jesus não é “Deus de Deus (…) Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Pode-se comenter o engano de algumas heresias e crer que Jesus foi um homem qualquer, apenas inspirado por Deus ou adotado por Deus; ou erroneamente que era Deus, mas apenas com aparência humana.

Chamar Maria de Teotokos (Mãe de Deus) é garantir a totalidade de nossa fé em Jesus sendo homem por inteiro e Deus por inteiro, sem se dividir ou diminuir em sua glória eterna.

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Então, citando um pequeno trecho do Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 466:

“A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus. Diante dela, S. Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunidio em Éfeso em 431, confessaram que ‘O Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem’ (DS 250). A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua desde sua concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou em 431, que Maria se tornou verdadeiramente Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio:
Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne (DS 251)’.”

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Aqui está uma boa explicação de porque chamar Maria de Mãe de Deus (Teotokos)!

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