2. Atitudes simples, mas…

Existem muitas maneiras de mudar a realidade à nossa volta – isso é um fato. E é próprio do ser humano querer transformar sua realidade constantemente, transformar o mundo mesmo quando não é necessário fazê-lo. Se isto é da natureza humana, então não é algo complicado. A grande dificuldade está em quando é preciso mudar algo e não percebemos isso, quando não somos capazes de identificar este momento. É como mudar velhos hábitos já enraizados. Nem sempre aquilo que é feito mecanicamente é a melhor forma de executar uma função ou uma tarefa, seja ela qual for. Por isso, aprender a maneira certa desde cedo e aceitar que outros nos mostrem o caminho é também transformar a realidade à nossa volta.

Passa isso por tudo. Desde de ir ao dentista e ouvir instruções na forma de usar a escova-de-dente – o que é bom para nossa saúde – até buscar aprimoramento naquilo que já nos consideramos “experts” – o que é bom para nossa realização profissional. No fim, é um cuidar de si; é aquilo que chamam os livros de auto-ajuda de “desalojar-se”. Mas podemos chamar de reinventar-se ou aprimorar-se. Até essa é a palavra de ordem do mercado de trabalho atualmente: aprimorar-se, desenvolver novas habilidades. O que no fim é apenas mudar a realidade à nossa volta a partir de nós mesmos.
Pode parecer um pouco egoísta. Mesmo assim, essa é uma boa maneira de realizar-se plenamente em quase tudo e os exemplos nos ajudam a entender isso. É como aquela velha briga de marido e mulher. Ele deixa a toalha molhada por sobre a cama; ela “dá bronca” no marido e diz que já falou “mil vezes”. Somando-se as pequenas brigas de alguns anos, o motivo da separação vai se chamar “toalha-molhada-sobre-a-cama”. E aquele preço abusivo dos advogados poderia ser evitado, bastando que uma única vez o tal marido fizesse a sua parte. Desalojar-se! Outro bom exemplo é o dia-a-dia do trabalho. A culpa é sempre da monotonia, mas as pessoas insistem em esquecer de dizer um simples “bom dia!”, “por favor” ou “muito obrigado!”. Até nossos computadores, que são máquinas irracionais nos dizem “Bem-Vindo” com uma tela azul e alegre. É certo que foram programadas para tal, mas, então, por que também não nos programamos?
Mas essas são coisas pequenas, muitas vezes ignoráveis e até banais. Mas tantas coisas que consideramos banais fazem até mesmos grandes estragos. Como os alertas durante o período da seca para evitar queimadas. Um simples cigarro pode destruir um parque florestal. É certo que já conhecemos efeitos piores do cigarro na saúde humana. Uma pequena coisa causando grandes estragos.
Pensemos agora, que pequenas coisas podem causar grandes mudança. Desde o vestir-se com cores mais alegres ou mesmo levantar da cama naquela segunda-feira chuvosa e acreditar que vai ser uma ótima semana. Se podemos fazer essas pequenas mudanças, teremos sempre nova motivação para ir além e mudar algo mais e buscar sempre mais e melhor.
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