13. De onde vem esse Espírito Santo?

A Festa de Pentecostes é celebrada 50 dias após o Domingo da Páscoa do Senhor – como o próprio nome já indica. Nesta celebração há diversos significados donde tiramos o principal deles: o que marca o início da ação do Espírito Santo na Igreja.

No domingo desta festa a Igreja lê Atos dos Apóstolos (2,1-11) que narra a manifestação maravilhosa do Espírito, o que fora prometido por Jesus. Esse Espírito faz falar em todas as línguas – todos podem entender o Evangelho, a boa-nova anunciada – diferente da Babel e sua confusão de línguas (Gn 11,1-9).

E, de maneira mais suave, o evangelho de João narra o sopro de Jesus – sem terremotos ou grande estrondo – com simplicidade e candura (20,19-23): “soprou sobre eles”. Impossível ler e não remetermo-nos outra vez ao Gênese, primeiro pela suavidade da vinda do Espírito Santo, conforme João: “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2). E como não comparar o sopro de Jesus com o sopro da vida: “O Senhor Deus fez o homem do barro de terra e soprou vida em suas narinas, e o homem passou a viver” (Gn 2,7)

O Papa Paulo VI em seu MOTU PROPRIO – Credo do Povo de Deus – fala-nos assim da unidade trina de Deus, segundo a linguagem teológica sistemática:

“Cremos, portanto, em Deus Pai que desde toda a eternidade gera o Filho; cremos no Filho, Verbo de Deus que é eternamente gerado; cremos no Espírito Santo, Pessoa incriada, que procede do Pai e do Filho como Amor sempiterno de ambos.” (10)
“Cremos no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e que com o Pai e o Filho é juntamente adorado e glorificado. Foi Ele que falou pelos profetas e nos foi enviado por Jesus Cristo, depois de sua ressurreição e ascensão ao Pai. Ele ilumina, vivifica, protege e governa a Igreja, purificando seus membros, se estes não rejeitam a graça. Sua ação, que penetra no íntimo da alma, torna o homem capaz de responder àquele preceito de Cristo: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (cf. Mt 5,48).” (13)

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