12. Repercutindo – O Homem é bom ou mau?

[comentário sobre o pecado humano e a distorção da realidade à nossa volta]

Recebi um comentário para o texto deste blog do dia 04 de Maio – Onde vamos parar? – Família – de um usuário anônimo, mas que quero dar destaque aqui:

“(…) nos dias atuais não se vê a docura de outrora nos casais, rotula-se piegas o que diz respeito a sentimentos e amor. O que vemos são atos insanos e cruéis de pais que atiram filhos pela janelas e barbáries de todo espécie…A raça humana de toda não está inundada de sortilégios, tem luz que brota em seu Interior…teoricamente o ser humano é bom.”


Então, fica essa pergunta: Afinal, o ser humano, é bom ou mau?

Pedagogia. Desejava Deus apenas educar seu povo, seus filhos e filhas. Isso é “imagem e semelhança” descritos no Gênesis. Não se trata de aparência física, formas e perfis. Há em Deus um desejo de nos conformarmos com sua imagem de amor, bondade e retidão. Pois então, o que nos ocorreu no Éden diante da “árvore do conhecimento do Bem e do Mal” (Gn 2,9)? Pecamos! Mas qual é esse pecado? Simples desobediência, desacato? Fizemos uma escolha: decidir por nós mesmo o que é bom e o que é ruim – definir o que é bem ou mal. Se corrompemos tal imagem sagrada, então precisamos ser remodelados.

“O Senhor teu Deus te educa…” Se não for assim, distorcemos a realidade à nossa volta e buscamos o inverso, subvertemos. É como fazemos todos os dias: guerras para justificar a paz; muros para tornar evidentes diferenças fabricadas; classificamos seres humanos até pela cor da pele – como se isso fosse científico (a verdade é que não há raças. A raça é Humana!); distribuímos armas ao invés de comida; defendemos o “amor livre”, mas não queremos o amor conjugal, rejeitamos família; consumimos pessoas, relacionamo-nos com máquinas. Vivemos de mentiras e aceitamos nossas ilusões virtuais, chorando sobre livros de auto-ajuda, enquanto tentamos encontrar no supermercado da esquina a felicidade. Preferimos as cebolas do tempo da escravidão ao Maná descido do Céu, que é o alimento do tempo da liberdade. “Vaidade [ilusão] das vaidades [ilusões] (…) tudo é vaidade [vapor / sopro / ilusão]” (Ecle 1,2).

Prefiro concluir que, pelo fato de Deus nos ter criado a todos bons, somos bons. Mas precisamos ser educados para essa bondade original.

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