10. Onde vamos parar? – Família

As Equipes de Nossa Senhora (ENS) são hoje um grande movimento da Igreja Católica Apostólica Romana na evangelização e formação dos casais na espiritualidade de vida conjugal. Formam, junto com tantos outros movimentos de casais e família, a linha de frente da defesa da vocação maior do cristão: serem testemunhas de Cristo Jesus no amor, em uma família santa.
Não nos importa o número de padres ou de religiosos (religiosas) no mundo. Nem se o papa pode atravessar os continentes levando a Palavra de Deus. Para a Igreja, o grande desafio e a verdadeira vocação cristã é viver em família. O amor conjugal, a relação santa de marido e esposa segundo os preceitos de verdade, são o que a Igreja convida a todos para viver. Basta ler a primeira encíclica do papa Bento XVI – DEUS CARITAS EST – para perceber a preocupação da Igreja com a família, com a vivência do casamento cristãmente. Ou, basta rever as grandes pregações de João Paulo II e a relutância da Igreja em não abrir mão daquilo que ela considera vital para o bem das famílias segundo a vontade de Deus.
Lendo um dos materiais de estudo das ENS (Estudo de Tema – “Testemunhas a Serviço dos Casais”, p.30-32), encontrei o pequeno texto que transcrevo abaixo. Eles têm material próprio para seus estudo interno; isso inclúi este texto, que, por ser de um terceiro, penso que posso citar:
O paradoxo do nosso tempo.
[George Carlin: cômico americano]

“O paradoxo do nosso tempo é que temos edifícios altos, mas temperamentos acanhados, estradas largas, mas pontos de vista estreitos.
Gastamos mais, mas possuímos menos, compramos mais, mas aproveitamos menos.
Temos casas maiores, porém famílias menores, mais comodidades, porém menos tempo.
Temos níveis educacionais maiores, mas menor bom senso, mais conhecimento, mas menos juízo, mais especialidades, porém mais problemas, uma medicina mais adiantada, mas menos bem-estar.

Bebemos muito, fumamos muito, gastamos sem medida, porém rimos pouco; guiamos muito depressa, nos zangamos com freqüência, deitamo-nos tarde, porém acordamos cansados, lemos pouco; vemos muita televisão, mas só rezamos de vez em quando.
Multiplicamos os nossos bens, porém reduzimos os nossos valores. Falamos muito, raramente amamos e odiamos com freqüência. Aprendemos como ganhar dinheiro para viver, mas não aprendemos a viver. Acrescentamos anos à vida, mas não vida aos anos.

Fizemos a viagem de ida e volta à lua, mas achamos difícil atravessar a rua para cumprimentar um vizinho. Conquistamos o espaço exterior, mas não o espaço interior. Realizamos coisas grandes, mas não coisas melhores.

Limpamos o ar, mas contaminamos a alma. Dominamos o átomo, mas não os nossos preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas conseguimos menos. Aprendemos a viver depressa, mas não a esperar.
Construímos mais computadores para guardar mais informações, pra produzir mais e-mails do que antes, mas nos comunicamos cada vez menos. É o tempo da comida rápida e da digestão lenta, dos grandes homens e dos caracteres fracos, dos grandes lucros e das relações superficiais.

Estamos no tempo dos dois salários e dos muitos divórcios, de casas mais luxuosas e de lares desfeitos. No tempo das viagens rápidas, das fraldas descartáveis, dos valores morais descartáveis, dos relacionamentos de uma noite, dos corpos obesos e das pílulas para tudo, desde levantar o ânimo até deprimi-lo, ou mesmo matar.”

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Vou tentar escrever mais sobre o tema família e essa maravilhosa vocação cristã.

2 comments

  • Anonymous

    Olha seu blog é muito interessante, adorei!!

    Despertou-me a curiosidade em ler o que escreveu sobre família, nos dias atuais não se vê a docura de outrora nos casais, rotula-se piegas o que diz respeito a sentimentos e amor. O que vemos são atos insanos e cruéis de pais que atiram filhos pela janelas e barbáries de todo espécie…

    A raça humana de toda não está inundada de sortilégios, tem luz que brota em seu Interior…teoricamente o ser humano é bom.

  • Anonymous

    Marcos, bom dia,

    Parabéns pelo texto e pelo blog, muito bom, gostaria de passar a cronica que vc anexou por e-mail para o pessoal…posso?

    Grande abraço
    Seu amigo Felipe Bocão

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